O bom pai à casa torna

Que a Swell possui três décadas de vida, todo mundo sabe. Que esta história é cheia de mitos e lendas, todo mundo sabe também. E muitos destes mitos giram em torno da verdadeira história da construção da pista e, por consequência, dos responsáveis por ela.

Em nosso site, na seção História, você pode conhecer mais sobre este local que já proporcionou alegrias para tanta gente, desfazendo a cortina de fumaça de alguns destes mitos. O blog Skate E Cultura, também já fez uma série de 3 reportagens contando esta história. (Cap. 1, Cap. 2Cap. 3 e Cap. 4). Porém, até hoje, uma história estava incompleta, necessitando de um “grand finale“. Pode-se dizer que se tratava de um elo perdido da Swell.

E este elo é justamente o que liga o surgimento do Swell Skate Park aos momentos atuais do Swell Skate Camp. Este elo, era a visita de um dos construtores, idealizadores e responsáveis pela existência da Swell desde os saudosos anos 70 Mico Sefton.

Mico Sefton em um frontside air. 1978

Pois desde a retomada das atividades, investimentos, eventos e atividades no local, esta visita era aguardada. Diversas ocasiões e especulações sobre a sua vinda surgiam a cada momento, mas nada se confirmava. Aí, como nada acontece por acaso na história, a tão aguardada visita ocorre num momento muito importante para a Swell, exatamente quando este universo vai ganhar mais um planeta, um mundo novo o  B A N X.

Então, no dia 14 de Setembro de 2010, recebemos um telefonema do próprio Mico dizendo que estava na cidade e que queria ir até a Swell. Marcamos como ponto de encontro o BANX, em Porto Alegre. Chegando no local, mostramos o espaço novo para ele, a proposta do bar, e, é claro, a pista.  Ela ainda não estava concluída, mas nada que impedisse o Mico de dar uma primeira bandinha e batizar o coping com grinds.

Os primeiros grinds no BANX, by Mico Sefton.

Este também foi o momento para encontrar um amigo de longa data e que muitas sessões fez com ele, o Guinha.

Guinha e Mico colocando o assunto em dia.

Guinha passou pelo BANX e deixou sua marca registrada.

Guinha passou pelo BANX e deixou sua marca registrada.

Só que a visita ao BANX não era o objetivo principal, por isso partimos da civilização para o campo. Mais precisamente para a Estrada da Branquinha, número 3730 em Viamão, local onde foram encravadas, no meio do mato, pistas e mais pistas de skate e mountainboard. Um verdadeiro refúgio para quem busca diversão e tranqüilidade.

Chegando na Swell o sentimento foi de ter entrado na máquina do tempo e voltar 30 anos atrás. Muitas lembranças vieram à tona naquele instante e o espanto ao ver sua obra ainda de pé, muito bem conservada e servindo cada vez mais como plataforma de diversão para quem ama o skate. Em seguida veio a surpresa, ao ver novas e modernas pistas, convivendo pacificamente no mesmo ambiente. Logicamente Mico quis experimentar um pouco destas pistas, mas como já estava escuro só pode andar no new.love Bowl.

Esta acabou sendo uma sessão com gostinho de quero mais, já que faltou andar no Banks e encontrar os amigos das sessões dos anos 70 e 80. Sendo assim, no dia seguinte armamos uma nova oportunidade para a visita ser completa.

Então, quarta-feira, 15 de Setembro de 2010 foi mais um dia para entrar pra história da Swell e daqueles que ali estiveram presentes Mico Sefton, Lucas Teixeira, Rafa Teixeira, PC (com seu sobrinho e também sua filha skatista, a Gabi) Renatão, Rafa Aviello, Ignácio, Ratão e Fernando Tesch. Foi um momento único onde a verdadeira essência do skate esteve presente se divertir entre amigos.

Renatão, Mico e Lucas Teixeira

Nesta ocasião Mico pôde ver a evolução de seus antigos companheiros e também retomar manobras que sempre fizeram parte de seu repertório. A emoção estava à flor da pele. Todos muito emocionados e felizes.

Para completar com chave de ouro, ainda rolou um churrasco, momento ímpar para relembrar velhas histórias. A Swell agradece à todos que estiveram presentes, especialmente ao Mico, pois sem ele e seu irmão Paulo, não haveria Swell.

Ignácio, Lucas Teixeira, Rafa Aviello, Ratão, Rafa Teixeira, Nando, Mico e Renatão.



7 Comentários para “O bom pai à casa torna”

  1. Renatão disse:

    Fernando,
    Obrigado pela session histórica!!!
    Vou colocar esse post também no skateonline
    Abraço
    Renatão

  2. Paulo Gatti disse:

    Mesmo ñ estando aí pude sentir o astral da galera com a presença do Mico na area. Este trajeto pela estrada da branquinha faziamos quase q diariamente, de fusquinha ou kombi…mil histórias prá contar…Estes momentos relembram qnd entramos pela primeira vez na pista e o cimento ainda estava molhado, puta astral deste lugar, mais uma vez prabéns a todos vcs por preservarem parte da história do sk8 e melhorarem ainda mais com os novos projetos…!!!Aloha, Gatti

  3. andre barros disse:

    História do Brasil!!!! Parabens aos que fizeram e fazem parte dela de uma forma tão exemplar!!!

  4. Fornari disse:

    Mico !
    Lembro muito bem no período inicial dos 80, quando a Swell foi semi destruíada , bowl entulhado e a casa saqueada e lá estavamos eu , Mico e o Fázio metendo a mão para tirar pedras e lixo que sepultavam a Swell.
    Em meio ao descaso que o skate vivia naquela fase eis o Mico ativando tudo de novo e de certa forma abriu mais uma etapa, uma página da história da Swell .
    Assim , entre 1982-85 voltamos a ter um lugar para andar.

    Parece que foi ontem….

    Grande Mico, fico feliz por ajudar naquela época e também hoje em manter este Santuário ativo como sempre; a terra do Skate… Swell Skate…

    Abraços a todos !!!
    Fornari

  5. LUCAS TEIXEIRA disse:

    Nando e Guto
    Foi muito legal e emocionante o reencontro. O Mico está em grande forma e sempre naquele bom astral. Espero agora que possamos reencontrá-lo com maioro frequência, especialment no próximo Old is Cool. E quem sabe outros mais Old School apareçam pra andar com a gente .
    Parabéns pela matéria e pelo trabalho em prol do skate na nossa terra!

  6. […] parte 1 irá mostrar como nasceu a Sweel Skate Park, com uma entrevista exclusiva do seu criador, Mico Sefton, e o documentário lançado para mostrar de onde surgiu a idéia desta […]

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