Swell recebe excursão de Pelotas

Já havia algumas semanas que uma turma de skatistas de Pelotas, RS, estava organizando uma excursão para a Swell. Frustradas pela chuva, as primeiras tentativas foram abortadas. Finalmente nesse último domingo, 08 de março, o pessoal tomou o rumo da estrada e da diversão através do skate.

Chegando na Swell pouco após as 8 horas da manhã, a turma se depara com o parque inundado devido a chuva que caía. Assim, o salchipão já ia sendo preparado. Mas era cedo ainda e todos tinham a certeza de que a chuva não iría atrapalhar o dia todo.

001

Após pouco mais de uma hora o tempo já melhorava e as pistas secavam. A galera foi dando uns drops, carvings, foram se familiarizando com as transições e a session ía assim se formando. Não demorou muito para que todos se soltassem e se sentissem em casa, tanto que a única parada do dia foi para bater o rango.

000

Dois foram os grandes destaques do dia: um, a pequena Tatinha de apenas 10 anos que chegou dropando todas as transições que via pela frente e completando todo o snake-run no maior estilo; outro, foi o esprírito de parceria dos skatistas que vibravam juntos diante das boas e também das mais simples manobras.

002

Foi possível ver ao longo do dia um ótimo e inacreditável nível de skate, pois toda a base que os pelotenses mostraram é devido apenas a um mini-ramp existente na cidade. Pelotas é uma das maiores cidades do Rio Grande do Sul, possui quase 350.000 habitantes e é um pólo industrial e comercial da região. Mesmo assim, a infra-estrutura destinada aos skatistas é precária.

Fica aqui um recado para os governantes da cidade: construam uma pista pública, mas cuidado. Construam-na com empresas capacitadas para que a pista fique boa para uso devido dos skatistas. Pistas ruins são desperdícios de dinheiro, acabam virando praças descuidadas, não atraem os skatistas e se transformam em local de entulho de lixo, de consumo de drogas e de moradia para moradores de rua.

Notem, governantes, que essa turma que viajou até a Swell gastou dinheiro em transporte, alimentação, ingresso do skatepark etc. Tudo isso poderá ser revertido à própria cidade caso exista um lugar propício para a prática do skate. Muitas turmas como essa irão também para Pelotas, abastecerão seus carros nos postos de combustível da cidade, farão suas refeições nos restaurantes locais, se hospedarão nos hotéis, comprarão acessórios do esporte nas lojas do município, as quais pagarão seus devidos impostos e assim por diante completando a cadeia econômica. Exemplo real disso é a cidade de Santa Cruz do Sul, que no próximo final de semana estará comemorando 2 anos de sua pista pública e que colhe constantemente os frutos gerados pela sua ótima pista municipal.

003

004

005

006



Comentar